Chovendo cai a água
Chorando solto a mágoa
Do dia que magoa
Da dor que não perdoa
Da morte que ecoa em mim
Em ti quando chove
As lágrimas percorrem teu rosto
Entorpecendo o olhar
Enegrecendo os cabelos
E as barbas escondendo o sofrimento
Da dor já nada te resta
Estás inerte
Sem lágrimas
E a tempestade acaba
No teu corpo acabado
Morto jaz um amante
8/6/81
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