quinta-feira, 17 de julho de 2008

Chovendo cai a água
Chorando solto a mágoa
Do dia que magoa
Da dor que não perdoa
Da morte que ecoa em mim

Em ti quando chove
As lágrimas percorrem teu rosto
Entorpecendo o olhar
Enegrecendo os cabelos
E as barbas escondendo o sofrimento

Da dor já nada te resta
Estás inerte
Sem lágrimas
E a tempestade acaba
No teu corpo acabado

Morto jaz um amante
8/6/81

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