quarta-feira, 16 de julho de 2008

Desvendaste-te
E por detrás do véu
A lua apareceu
E as asas da noite
Brilharam o breu
E os olhos
Bateram sem dor
Mil vezes mil

Prometida
A chuva juntou-se
Repetido
O vento fundiu-se na luz parida da noite
E os lençóis levantaram-se
Para nos deixar entrar

O amor venceu a inércia
E montou nas asas da noite
Aos olhos duma coruja branca
Que ensinava as estrelas a iluminar os abraços
As bocas vencendo a fadiga
Os braços cercando brigas
Os corpos embriagando a luz
Juntos deram mais tempo á noite
E só foi aurora
Porque a aurora sempre nasce
E da aurora
O amor renasce
Fevereiro 98

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