quinta-feira, 17 de julho de 2008

Repetitivamente
O cair das gotas
A frescura invade texturas
Nervuras

As folhas que nos tocam ao passar
E nos deixam um fresco outonal
Nos lábios ávidos das banalidades carnais
Pela sobrevivência cega

E uma mulher cai pela tarde
O vento deita no chão a folha mais seca
A mais linda talvez
Misturando-se com outras
Aumentando a natureza morta

O ciclo vai rodando
Cascais 3/12/87

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