sexta-feira, 18 de julho de 2008

saber ontem que amanhã vai ser diferente
ter-te
encontrar a solidão abandonada
e beber até á última gota
todo o amargo do sal
que a chuva respira
quando a vida parte de alguem
amar apenas
deixar nos poemas o suor da manhã
resgatar do sono as veias perdidas
sem sangue
frustradas por não serem tocadas
as dos lábios
as das mãos
as veias do pensamento
o corpo repartido porque esgotado
de procura
de arrebatamento
somos sempre (os poemas)
os ultimos a nascer
depois de tudo
depois de nada
sou sempre o insatisfeito
pois nem por fim nem por antes
o meu verso é constante
e nem quer ser eterno

julho 2008

2 comentários:

Té disse...

O tempo.
A revolt contra ee, o desaceleramento que se ri de nós, cada vez mais, cada vez que o enfatizamos quando o que queriamos era não dar por ele. Erramos por nos acharmos sempre tão certos...e o tempo ganha.

Anónimo disse...

A poesia cura as feridas deixadas pela razão...


Muitos parabéns!

jmiguel